Nacionalismo

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Sinopse

Nas últimas duas décadas, o uso da palavra nacionalismo aumentou ao ritmo da ascensão dos partidos nacionalistas. Neste conjunto de textos do historiador Eric Hobsbawm, vemos e analisamos alguns dos momentos históricos mais relevantes que contribuíram para chegarmos aqui.
Numa época em que a Internet e o capital global ameaçam derrubar muitos dos limites associados ao que tradicionalmente designamos como nacional, a reação parece ser o ressurgimento do nacionalismo com renovada e enorme força.
Mais do que qualquer outro historiador do nosso tempo, Hobsbawm estudou e considerou seriamente estes movimentos sem nunca partir do princípio de que são simples ou absurdos. A clareza da sua visão é hoje tão ou mais importante do que nunca. Este é um livro essencial para perceber o nacionalismo, um tema tão complexo quanto incontornável nos nossos dias.

Detalhes

  • Título Original On Nationalism
  • Categoria Não Ficção
  • Sub-categoria Actualidade/Sociedade/Política
  • ISBN 9789722367813
  • Nº de Páginas 384
  • Data de Lançamento 9/2021
  • Dimensões 230 x 150 x 25 mm
  • Formato Capa Mole
  • Peso 423g

Citações

  • «A força desta xenofobia é o medo do desconhecido, da escuridão em que poderemos cair quando os pontos de referência que parecem proporcionar-nos uma delimitação objetiva, permanente, positiva, da nossa pertença a um grupo deixam de existir.»
  • «Desta vez, não vamos ter fascismo à moda antiga. Mas o risco de uma direita populista e radical a desviar-se ainda mais para a direita é mais do que evidente.»
  • «Estamos, de facto, a viver um paradoxo. Numa altura em que a unificação técnica do globo torna o multilinguismo mais essencial do que em qualquer outra época, os falantes de todas as línguas, exceto as que se tornaram línguas francas internacionais, ressentem-se com crescente azedume da necessidade de aprender outro idioma além do próprio.»
  • «Se é errado assumir que os trabalhadores não têm país, é igualmente enganador assumir que têm apenas um, e que sabemos qual é. Falamos das classes trabalhadoras francesa, alemã ou italiana, e ao fazê-lo indicamos, e bem, que muitas das mais importantes forças que definem uma dada classe trabalhadora são as da economia nacional do Estado em que o trabalhador vive, e as leis, instituições, práticas e cultura oficial desse Estado.»
  • «Portanto, no todo, os povos da Europa Central e Oriental vão continuar a viver em países desapontados com o passado, provavelmente de um modo geral desiludidos com o presente e inseguros quanto ao futuro. É uma situação muito perigosa. As pessoas vão procurar alguém que culpar pelos seus fracassos e inseguranças. Os movimentos e ideologias que, com maior probabilidade vão beneficiar com este estado de espírito não são, pelo menos nesta geração, os que querem o regresso a uma ou outra versão dos dias anteriores a 1989 e sim, quase de certeza, os que são inspirados pelo nacionalismo xenófobo e pela intolerância. O mais fácil é sempre culpar os estranhos.

Críticas

  • «Tão sucinto quanto belissimamente conseguido.»New Statesman
  • «Um grande historiador. Nunca desilude. Dá-nos o essencial sobre o tema de forma entusiástica e aliciante.»The Guardian