O Amor e a Sua Fome

O Amor e a Sua Fome

14,31€ 15,90€
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Livro em pré-venda. Envio a partir de 1/04/2026.

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Sinopse

«- Esmê, você acha que um dia minha mãe vai aparecer?

- Não, Dora. Mas não precisa se preocupar com isso, porque eu já dei minha mãe pra ser sua mãe. A Inês também pode ser sua mãe, eu também posso ser, porque sou mais velha. Você pode ter quantas mães quiser, Dorinha. E nós vamos viver juntas, pra sempre juntas.»


Numa pequena cidade do interior brasileiro, Dora cresce sem mãe e com um pai emocionalmente ausente. Dentro de si há uma fome, persistente e incurável, que a faz querer engolir o mundo - talvez antes que o mundo a engula a ela. Só Esmê parece capaz de conter essa insaciabilidade: unidas por uma ligação absoluta, as duas crescem como se fossem uma só. Contudo, a vida adulta revela-lhes uma brutal certeza e lança a pergunta: pode um amor nascido da fome saciar coisa alguma?

Aclamado pelo público e pela crítica, O Amor e a Sua Fome foi finalista do Prémio Jabuti 2025 na categoria Romance de Entretenimento. Com uma linguagem que recusa delicadeza e exige confronto, Lorena Portela confirma-se como uma das vozes mais contundentes da ficção brasileira contemporânea, escrevendo sem concessões sobre uma verdade que tantos temem enfrentar: o mundo não se engole - e a fome não se cala.

Detalhes

  • Título Original O Amor e sua Fome
  • Categoria Ficção
  • Sub-categoria Romance Contemporâneo
  • ISBN 9789899254732
  • Nº de Páginas 176
  • Data de Lançamento 4/2026
  • Dimensões n/a
  • Formato Capa Mole
  • Peso 100g

Citações

  • «A fome que eu carregava por onde andava, meio tonta, o cérebro pra lá e pra cá, plec, plec, plec, porque fome é uma venda ajustada perfeitamente nos olhos a ponto de cegar a gente, e eu caminhava subnu­trida, um esqueleto, apesar de saudável, de ter carnes sobre meus ossos e cor na minha bochecha. Eu comia de um tudo e a fome me mordia de volta.»
  • «Miradouro era uma cidade interessante pra se ter oito anos: na mesma casa onde, na sala, um morto de pé podre morria de tédio por dentro, horas sem fim deitado num caixão ouvindo lamento de gente viva, prestes a ir pra debaixo da terra com a santinha e o menino no bolso, no quintal dessa mesma casa, eu, uma menina sem mãe e quase sem pai, contava cavalos­-marinhos no céu, comia pipoca gordurosa e dançava sem aplausos, embalada pela alegria da única promessa a que podia me apegar: a Esmê e eu, primas, irmãs, mães, filhas, juntas pra sempre.»
  • «A Esmê, o Jaime, eu. Inventando outro planeta, dando novos nomes às plantas, repovoando as terras vazias, os vazios da gente, esses que todo mundo tem, criando poderes, ven­cendo as guerras, calando os carrascos, construindo um ata­lho pro céu. O rio era o céu, o único que existia.

Críticas

  • «É impossível terminar este livro sem sentir que estivemos mesmo lá, em Rio do Miradouro, com as protagonistas desta história.»Rita da Nova

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