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22,80 €

Nº na Coleção: 1
Data 1ª Edição: 17/03/2001
Nº de Edição: 13ª
ISBN: 978-972-23-2722-0
Nº de Páginas: 512
Dimensões: 150x230mm

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Crime e Castigo
por Fiódor Dostoiévski (Autor)

Com Crime e Castigo, a Editorial Presença inaugura a publicação da obra de um dos maiores escritores de sempre, numa nova e criteriosa tradução, feita directamente a partir do russo. Datado de 1866, este é o primeiro dos grandes romances que Dostoiévski escreveu já em plena maturidade literária, sendo, provavelmente, a mais bem conhecida de todas as suas obras. Recriando um estranho e doloroso mundo em torno da figura do estudante Raskólnikov, perturbado pelas privações e duras condições de vida, é uma das obras por excelência fundadoras da modernidade. Pelo inexcedível alcance e profundidade psicológica, sobretudo no que implica a exploração das motivações não conscientes e a aparente irracionalidade nos comportamentos das personagens, este autor russo tornou-se uma referência universal na literatura, sem perda de continuidade até aos nossos dias. Esta nova versão em língua portuguesa das obras de Dostoiévski, cuja qualidade permite ao leitor usufruir plenamente da extraordinária riqueza dos textos originais, é da responsabilidade de Nina e Filipe Guerra.
Nina Guerra e Filipe Guerra foram os vencedores do Prémio Especial Tradutor - Prémios de Edição LER/Booktailors 2012.



Comentários:
"Tenho o livro em casa , mas comecei primeiro pelas obras menoras, para que então, possa estar devidamente preparado para ler esse monumento literário."
colocado por Bruno, em 06/4/2010
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3 de 3 membros gostaram do seguinte comentário:

"Nesta grande obra, Fiódor aborda essencialmente um tema: “A mente humana”. O próprio título do livro acaba por dar uma pista “Crime e Castigo”. Há um crime, mas como será o castigo? Este será principalmente a nível psicológico! E haverá castigo pior do que a auto-punição? Este é o ponto fulcral desta obra: “A mente humana: a auto-punição”

Ródion, estudante universitário, é pobre, vive num quarto onde só cabe um sofá onde dorme; uma pequena mesa e umas cadeiras. O quarto é tão pequeno que estando lá quatro pessoas, estas mal se podem mexer. Este cubículo onde vive, aprisiona-o a nível físico e psicológico. No entanto, a sua mente vagueia à procura das mais complexas respostas que têm a ver com a sua própria existência.
Ródion divide as pessoas em dois grupos: o grupo dos inferiores e o grupo dos homens propriamente ditos (os que no seu meio têm talento para dizer uma “palavra nova”).
Tentando provar a si mesmo que faz parte deste último grupo, Ródion comete um crime e posteriormente apecebe-se que faz parte dos inferiores. Caso contrário não se auto puniria com a finalidade de encontrar a paz.
Todas as interrogações e reflexões pelas quais o personagem principal passa estão directamente relacionadas com Dostoievski. Pois este esteve preso e foi condenado à morte por conspirar contra Nicolau I da Rússia. Assim, conviveu de forma próxima com os presos e os seus fantasmas. Ele próprio teve oportunidade de dar valor à sua própria vida, uma vez que esteve vendado num campo de fuzilamento para levar um tiro e no último minuto foi-lhe concedido o perdão. Este aspecto também está bem realçado na sua obra, quando refere na voz de Ródion que não quer apenas existir, mas viver (esta passagem fez-me lembrar a frase de Óscar Wilde)!
Em Crime e Castigo os personagens assumem um papel representativo da diversidade humana: Ródion (existencialismo e auto-punição); Ludjin (personificação da maldade); Sónia (é a bondade, é aquela que se sacrifica em prol dos outros sem limites); Katarina Ivánovna (loucura, é aquela que quebra o limite da razão) Dúnia e Razumíkin (são o equilíbrio entre todos estes personagens...
Todos os personagens, nas suas acções acabam ,muitas vezes, por estar entre a razão e a loucura, têm em comum a pobreza com excepção de Ludjin e note-se que essa loucura é indissociável do sofrimento.

(Quem não leu e pretende ler a obra aconselho a não ler a partir daqui pois contém spoilers, desculpem não consegui evitar)

Por fim e por influência da mulher que o ama, Ródion confessa o seu crime e passa oito anos na cadeia da Sibéria (local onde o próprio Fiódor esteve detido).
Durante todo o romance, Ródion é um personagem frio, sofredor, gosta de estar só e não admite ajuda de ninguém para com ele. No entanto, o amor de Sónia traz a redenção a Ródion, fazendo-o renascer para a vida como um novo homem!

Este foi dos melhores livros que li até hoje, não só pela estória em si, mas pela grandeza dos personagens, pelo que nos transmitem, pela dualidade dos pensamentos e principalmente por me fazer reflectir sobre a complexidade da mente!

Sem dúvida uma obra prima da literatura!"
colocado por Paula, em 07/1/2010
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3 de 3 membros gostaram do seguinte comentário:

"Foi o primeiro livro que li de Dostoievsky, e aquele que despertou o meu interesse pela sua obra. Hoje já li quase todos os seus livros, e posso dizer-vos que dou o meu tempo por bem empregue. Genial!"
colocado por Manuel Lima, em 25/6/2009
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