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17,90 €

Editora: Jacarandá
Data 1ª Edição: 08/01/2015
Nº de Edição:
ISBN: 978-989-87-5237-6
Nº de Páginas: 372
Dimensões: 150x230mm
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A Bastarda de Istambul
por Elif Shafak (Autor)

Numa tarde de chuva em Istambul, uma mulher entra num consultório médico. «Preciso de fazer um aborto», declara. Tem 19 anos e é solteira. O que acontece naquela tarde mudará para sempre a sua vida. Vinte anos mais tarde, Asya Kazanci vive com sua família alargada em Istambul. Devido a uma misteriosa maldição que caiu sobre a família, todos os homens Kazanci morrem aos 40 e poucos anos, e por isso é apenas uma casa de mulheres. Entre estas destaca-se a bela e rebelde mãe de Asya, Zeliha, que dirige um estúdio de tatuagens; Banu, que recentemente descobriu que é vidente; Feride, uma hipocondríaca obcecada com a iminência da tragédia. Quando a prima de Asya, Armanoush, uma arménio-americana, vem para ficar, segredos de família há muito tempo escondidos, relacionados com o passado tumultuoso da Turquia, começam a ser revelados.


Comentários:

1 de 1 membro gostou do seguinte comentário:

"Quando Elif Shafak, nascida em Estrasburgo, França, em 1971, escreveu "A Bastarda de Istambul", certamente estava longe de imaginar que o seu romance iria trazer-lhe tantas atribulações à sua vida, na medida em que, em 2006, no âmbito do artigo 301º do Código Penal Turco, foi levada a tribunal por «denegrir a identidade turca». As acusações que lhe foram imputadas deviam-se às palavras por si utilizadas na narrativa, por algumas das personagens arménias que fazem parte do romance. Felizmente, as acusações contra si formuladas, acabaram por ser retiradas, pois, caso contrário, corria o risco de vir a ser condenada numa pena de até três anos de prisão.
Mas o que faz ser tão peculiar o romance "A Bastarda de Istambul"?? A razão do sucesso está em que Elif Shafak, tanto neste como noutros romances, mistura as tradições narrativas do Ocidente e do Oriente, dando voz às mulheres, às minorias e às subculturas numa forma de escrita que nos faz lembrar o estilo de Milan Kundera, (no seu romance dá o nome de ?Café Kundera?, a um dos locais de culto, como ponto de encontro dos intelectuais de Istambul), desafiando clichés e transcendendo fronteiras. As suas obras inspiram-se em diferentes culturas e comunidades étnicas que transcendem as fronteiras dos países originais e refletem um forte interesse pela história, pela filosofia, pelas minorias culturais, pelo misticismo e pela igualdade de direitos das mulheres.
A presente narrativa gira em torno das consequências das atitudes do Império Otomano que, no início do século XX, quando, no primeiro ano da Primeira Guerra Mundial, o governo ditatorial do sultão decidiu perseguir a comunidade arménia residente em Istambul, como sendo esta o bode expiatório dos seus reveses bélicos, considerando-os espiões e traidores da causa turca.
Em pleno século XXI, duas jovens de dezanove anos, uma, Armanoush Tchakhmakhchian, americana de origem arménia, filha de refugiados arménios a viver em São Francisco, a outra, Asya Kazanci, laica, filha da nova geração de jovens turcos republicanos, encontram-se um dia na casa de Asya, em Istambul, para se travarem de razões relativamente aos seus antepassados. Armanoush é enteada do tio de Asya, Mustafá, geólogo a viver e a trabalhar no Arizona e casado com Rose, a mãe de Armanoush, tornando-se grandes amigas.
A ironia do destino juntou estas duas jovens, já que, a jovem turca, terá escapado de nunca ter nascido por um aborto que a mãe, Zeliha Kazanci, não teve a coragem de concretizar (é aqui que começa a narrativa do romance) e Armanoush só se liga à futura amiga e prima por afinidade, porque o seu pai, arménio de origem, se encontra desde muito novo divorciado da sua mãe Rose, e esta, como atitude de verdadeira vingança para com o ex-marido, casa-se com o turco Mustafá que conheceu no supermercado.
Asya Kazanci vive com sua família alargada em Istambul. Devido a uma misteriosa maldição que caiu sobre a família, todos os homens Kazanci morrem aos quarenta e poucos anos, sendo essa uma das razões para que Mustafá, o único varão da família, emigre para os Estado Unidos, com a intensão de iludir a morte pela referida maldição e, por isso, o Konak Kazanci é apenas uma casa de mulheres.
Das mulheres com que Asya vive, destaca-se a sua bela e rebelde mãe, Zeliha, que dirige um estúdio de tatuagens, usa minissaias extravagantes e um piercing no nariz; a tia Banu, que recentemente descobriu que é vidente e convive com dois Djinn que lhe dão a clarividência; a tia Feride, uma ex-vendedora fantástica, que sofre de «esquizofrenia hebefrénica» e que recentemente tinha mudado a sua maleita para a paranoia, pois quanto mais se esforçassem para a trazer de regresso à realidade, mais paranoica e desconfiada ela se tornava; a tia Cevriye que teve um casamento feliz mas depois de ter enviuvado tornou-se apenas professora dedicada ao ensino da história da Turquia e é obcecada pela limpeza, Gülsüm, a matriarca da família e avó de Asya e finalmente, Petite-Ma, a bisavó de Asya.
Quando Armanoush vem a Istambul para passar uns dias de férias da Páscoa com a prima de Asya, os segredos de família há muito tempo escondidos, relacionados com o passado tumultuoso da Turquia, começam então a ser revelados.
Elif Shafak, romancista com uma nomeação para o "Orange Prize for Fiction" no seu currículo, é uma das autoras mais lidas na Turquia, sendo considerada pela crítica como uma das vozes mais originais da literatura contemporânea tanto em língua turca como inglesa. Shafak é formada em ciência política e leciona em várias universidades dos Estados Unidos da América, do Reino Unido e da Turquia. Escreve para diversas publicações da imprensa diária e semanal, donde se destacam os The Guardian, The New York Times, The Independent, bem como para a plataforma digital World Post/Huffington Post.
Casada e mãe de dois filhos, divide o tempo entre Londres e Istambul. Os seus livros encontram-se traduzidos em mais de 40 línguas sendo considerada uma das vozes mais originais da literatura contemporânea.
O livro "A Bastarda de Istambul" foi publicado em Portugal pela Jacarandá, com a chancela da Editorial Presença. Sendo esta a minha última leitura no mês de abril, com este romance consegui compreender melhor o que atualmente se passa na Turquia, um país divido entre o oriente o e o ocidente com um pedido de adesão à União Europeia mas sempre dificultado pela poderosa Alemanha. Para quem gosta do género que não perca a oportunidade de o ler."
colocado por JOSE Paiva, em 09/4/2015
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Citações
  • «Avassalador, ambicioso, exuberante.» | The Observer
  • «Incrível, mágico, surpreendente... O leitor irá suster a respiração, incrédulo, nas últimas páginas.» | Sunday Express
  • «Um livro belíssimo, do melhor que tenho lido sobre a Turquia.» | Irish Times
  • «De partir o coração...» | Vogue
  • «Um verdadeiro prazer.» | The Times