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Ideias que resistem ao tempo
Chip Heath passou dez anos a investigar porque algumas ideias perduram no tempo e outras não. Juntamente com os seus alunos na Universidade de Stanford, gastou centenas de horas a analisar uma lista infindável de ideias que resistiram à erosão do tempo – lendas urbanas, boatos, provérbios, teorias da conspiração e episódios cómicos. Algumas dessas ideias não tinham sequer veracidade científica (exemplos: "a Muralha da China pode ser vista do espaço" ou "só usamos 10 por cento do nosso cérebro"). Outras tinham uma longevidade secular e atravessam culturas (exemplo: o provérbio "não há fumo sem fogo" tem versões em 55 línguas).

O assunto tornou-se tão popular que Chip passou a ministrar um curso em Stanford com o título "como fazer perdurar as suas ideias" dirigido a estudantes, gestores, analistas políticos, jornalistas e designers. Os materiais desse curso foram enriquecidos com a experiência de consultoria e o talento de escrita do seu irmão Dan Heath. Foi desse esforço conjunto que nasceu o presente livro.

Os autores conseguiram seleccionar seis princípios comuns às ideias que perduram. O primeiro é o da simplicidade. O desafio está em criar ideias que sejam simultaneamente simples (idealmente condensadas numa única frase) e profundas. O segundo princípio é o da surpresa. O objectivo está em despertar a atenção e a curiosidade das pessoas. O terceiro princípio é o da clareza. As ideias duradouras estão repletas de dados concretos. O quarto princípio é o da credibilidade. Trata-se de acompanhar as ideias de "credenciais" que façam as pessoas acreditar nelas sem cepticismo. O quinto princípio é o das emoções. As ideias que perduram fazem as pessoas "sentir algo", a dificuldade está em descobrir a emoção certa a que apelar. O sexto e último princípio consiste em contarmos uma história.

Um exemplo clássico de uma ideia de sucesso que reuniu esses seis princípios foi a célebre frase do presidente John F. Kennedy, em 1961: "vamos colocar um homem na Lua e trazê-lo de volta são e salvo até ao final da década". Foi uma ideia simples que motivou as acções de milhões de pessoas durante uma década.

Chip Heath é professor de Comportamento Organizacional na Stanford Business School, universidade onde concluiu o seu doutoramento em Psicologia. Chip também já leccionou Estratégia, Empreendorismo Social e Negociação em Stanford e foi professor nas universidades de Chicago e na Duke. A sua área principal de investigação é focada na resposta a duas grandes questões: Que ideias têm sucesso no mercado? Como é que as pessoas podem comunicar tais ideias de modo a que perdurem no tempo? Os resultados da sua investigação deram origem a um dos mais populares de sempre em Stanford que, por sua vez, foram adaptados para o presente livro “Ideias Que Vencem”, escrito em co-autoria com o seu irmão Dan Heath. Dan foi investigador na Harvard Business School e sócio-fundador da editora Thinkwell. Hoje é consultor na Duke Corporate Education.
Data de publicação: 22/6/2007
Fonte: Público - Economia
Jornalista: Jaime Fidalgo